Se você perguntar a qualquer médico com Especialização em Geriatria qual é a ferramenta mais importante do seu trabalho, a resposta provável será: a Avaliação Geriátrica Ampla. Não é um exame de sangue, não é uma imagem — é uma consulta estruturada que olha para o idoso de uma forma que nenhum exame isolado consegue.
A sigla é AGA, e o que ela representa é uma mudança de perspectiva: em vez de tratar doenças separadas, o foco é entender como aquele idoso específico funciona no mundo, o que está comprometendo sua qualidade de vida e o que pode ser feito de forma integrada.
O que a AGA avalia
A Avaliação Geriátrica Ampla explora pelo menos 8 domínios do funcionamento do idoso:
- Cognição: memória, atenção, orientação, linguagem e funções executivas
- Humor e saúde mental: rastreamento de depressão e ansiedade, que são subdiagnosticadas em idosos
- Capacidade funcional: o que o idoso consegue fazer sozinho — desde atividades básicas como banho e alimentação até atividades mais complexas como gerenciar finanças
- Mobilidade e equilíbrio: avaliação do risco de queda, força muscular, marcha
- Medicamentos: revisão completa de tudo que está sendo usado
- Nutrição: peso, apetite, risco de desnutrição
- Condições sensoriais: visão e audição, frequentemente negligenciadas
- Rede de suporte social: quem cuida do idoso, como é a família, se há isolamento
Por que é diferente de uma consulta comum
Em uma consulta clínica tradicional, o médico foca no problema que motivou a visita — uma dor, um resultado alterado, uma dúvida sobre medicamento. Isso é importante e necessário. Mas não é suficiente para o idoso complexo.
A AGA parte de uma visão diferente: a saúde do idoso não pode ser entendida só pelos órgãos doentes. Precisa incluir o que ele consegue fazer, o que sente, quem o apoia e em que condições vive. Um idoso que toma todos os remédios corretamente mas está deprimido, isolado e caindo frequentemente não está bem — mesmo que os exames estejam controlados.
"A AGA não é uma consulta mais longa. É uma consulta diferente. Ela produz um plano de cuidados, não apenas uma lista de diagnósticos."
Quem precisa de uma AGA
A Avaliação Geriátrica Ampla é especialmente indicada para:
- Idosos acima de 75 anos, mesmo sem queixas específicas
- Quem teve internação hospitalar recente
- Idosos com múltiplas doenças crônicas e muitos medicamentos
- Casos de queda recente ou medo de cair
- Quando a família nota mudança no comportamento, humor ou memória
- Idosos que estão perdendo peso sem explicação
- Qualquer situação em que o idoso "não está mais o mesmo" mas os exames aparecem normais
Seu familiar precisa de uma avaliação completa?
A Dra. Mariana Marcato realiza Avaliação Geriátrica Ampla em São José do Rio Preto. Atende com HB Saúde, particular, domiciliar e aos sábados.
Agendar pelo WhatsApp →Como se preparar para a AGA
Para aproveitar ao máximo a consulta, é útil chegar com:
- Lista completa de todos os medicamentos em uso (ou as embalagens)
- Exames recentes (últimos 6 a 12 meses)
- Um familiar ou cuidador que convive com o idoso e pode relatar o que observa no dia a dia
- Anotações sobre mudanças percebidas: quando começaram, com que frequência acontecem
O que acontece depois
Ao final da AGA, o médico produz um plano de cuidados individualizado. Esse plano pode incluir ajustes de medicamentos, encaminhamentos para outros especialistas, orientações para o cuidador, adaptações no ambiente domiciliar e definição de metas de acompanhamento.
A AGA não é um evento único — ela é o ponto de partida de um acompanhamento contínuo e coordenado. É o momento em que o idoso passa a ter um médico que o conhece inteiro, e não apenas por partes.