Polifarmácia: Revisão de Medicamentos do Idoso para Mais Segurança

📍 São José do Rio Preto – SP 🏥 Instituto Pró-Cardíaco 💊 Revisão especializada de medicamentos

O que é Polifarmácia

Polifarmácia é o uso simultâneo de múltiplos medicamentos pelo mesmo paciente. O critério mais amplamente utilizado na literatura científica define polifarmácia como o uso de 5 ou mais medicamentos ao mesmo tempo, enquanto o uso de 10 ou mais é chamado de polifarmácia excessiva.

ⓘ No Brasil, estima-se que cerca de 36% dos idosos acima de 60 anos utilizam 5 ou mais medicamentos. Esse número tende a aumentar com a idade e com a presença de múltiplas doenças crônicas.

Por que a Polifarmácia é Perigosa em Idosos

O organismo do idoso processa os medicamentos de forma diferente do adulto jovem. Essas alterações fisiológicas tornam os idosos muito mais vulneráveis aos efeitos adversos e às interações entre medicamentos.

Alterações Farmacocinéticas no Envelhecimento

Consequências Clínicas da Polifarmácia

⚠️ A cascata terapêutica é um ciclo comum: um medicamento causa um efeito adverso (ex: metoclopramida causa rigidez), que é tratado com outro medicamento (ex: levodopa), que por sua vez traz novos efeitos adversos. A revisão especializada identifica e interrompe esse ciclo.

Medicamentos Potencialmente Inapropriados — Critérios de Beers

Os Critérios de Beers são uma lista elaborada pela Sociedade Americana de Geriatria que identifica medicamentos que, em geral, apresentam riscos que superam os benefícios para idosos. No Brasil, o Consenso Brasileiro de Medicamentos Potencialmente Inapropriados também é referência.

Alguns exemplos de classes com risco elevado em idosos:

Benzodiazepínicos

Diazepam, clonazepam, alprazolam. Risco de quedas, confusão mental, dependência e sedação excessiva. Alternativas mais seguras existem.

Anti-histamínicos 1ª geração

Prometazina, hidroxizina, difenidramina. Causam sedação excessiva, confusão mental e retenção urinária em idosos.

AINEs prolongados

Ibuprofeno, diclofenaco, naproxeno. Risco elevado de sangramento gastrointestinal, lesão renal e aumento da pressão arterial.

Relaxantes musculares

Carisoprodol, ciclobenzaprina. Eficácia questionável em idosos; causam sedação, confusão e risco de quedas.

Nota importante: os Critérios de Beers servem como guia de alerta, não como proibição absoluta. Cada caso é avaliado individualmente — nem sempre o medicamento deve ser suspenso. O risco deve ser pesado contra o benefício no contexto do paciente.

O que Inclui a Revisão de Medicamentos

A revisão de medicamentos é uma avaliação estruturada e sistemática de todos os fármacos que o idoso utiliza. Vai muito além de simplesmente reduzir o número de remédios — o objetivo é garantir que cada medicamento em uso seja seguro, necessário e adequado para aquele paciente.

Etapas da Revisão Especializada

Benefícios da Revisão Especializada

A revisão de medicamentos realizada por médico com Especialização em Geriatria traz benefícios que vão além da simples redução de comprimidos.

Perguntas Frequentes sobre Polifarmácia

O critério mais utilizado é o uso simultâneo de 5 ou mais medicamentos. Acima de 10 medicamentos fala-se em polifarmácia excessiva. No entanto, o número por si só não é o único fator — a adequação e necessidade de cada medicamento também são avaliadas. Um idoso com 6 medicamentos todos necessários e bem escolhidos pode estar em situação melhor do que um com 4 medicamentos inapropriados.
Não. A suspensão abrupta de alguns medicamentos pode ser perigosa. Anti-hipertensivos interrompidos de repente podem causar crise hipertensiva; antidepressivos podem causar síndrome de descontinuação; corticoides precisam de retirada gradual; betabloqueadores retirados abruptamente podem desencadear eventos cardíacos. A revisão deve sempre ser feita com orientação médica. A Dra. Mariana avalia cada medicamento individualmente e orienta sobre quais podem ser ajustados ou descontinuados com segurança e de que forma.
Sim, e isso é frequentemente subestimado. Ginkgo biloba pode aumentar o risco de sangramento em quem usa anticoagulantes como a varfarina. Valeriana potencializa o efeito de sedativos. Erva-de-São-João (Hypericum) interfere com antidepressivos, anticoagulantes e imunossupressores. Altas doses de vitamina E também aumentam o risco de sangramento. É fundamental informar ao médico todos os produtos que o idoso usa, incluindo os "naturais".
Geralmente sim — a revisão inicial é realizada em uma consulta completa e detalhada. No entanto, pode requerer acompanhamento posterior para monitorar o impacto das alterações realizadas (por exemplo, verificar se a pressão arterial se manteve controlada após ajuste de dose, ou se os sintomas de insônia melhoraram com a troca de medicamento). Após a revisão, a Dra. Mariana elabora um plano terapêutico atualizado e orienta o paciente e a família sobre todas as mudanças realizadas.

Revisar os Medicamentos é Cuidar da Segurança

Uma revisão especializada identifica medicamentos desnecessários, interações perigosas e doses inadequadas — reduzindo riscos e melhorando a qualidade de vida do idoso.

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